segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

POESIA

A Cor
 
A cor existe em qualquer lugar
numa flor ou até no mar
até nas pessoas
e era aí que eu queria chegar.
As pessoas são todas iguais,
sejam pretas, brancas ou até amarelas.
Dentro de cada uma existem aguarelas
e com elas podemos pintar o seu coração.

As pessoas são boas umas para as outras,
e se isso não acontece
é porque os seus corações
não foram pintados com lindas aguarelas,
como o meu e o teu coração.
Às vezes brancos não gostam de pretos
e pretos não gostam de brancos,
mas para mim que ainda sou criança,
somos todos iguais!



Maria João     6.º B

Poema paralelo a "As amoras" de Eugénio de Andrade


 

As uvas


A minha cidade sabe a uvas frescas
no outono.
Ninguém ignora que não é grande,
nem agitada, nem poluída a minha cidade,
mas tem este cheiro agradável
de quem acorda cedo para vindimar.
Raramente falei da mina cidade, talvez
nem goste dela, mas quando um amigo
me traz uvas frescas
os seus prédios parecem-me reluzentes berlindes,

reparo que também na minha cidade o sol é brilhante.

Beatriz  Santos    6.º B


Poesia

O fim

Tenho saudade.
Do teu carinho,
do teu cuidado.
Da tua voz
a chamar por mim.
Do teu olhar
e amor sem fim.

E eu pensava,
pensava cá para mim,
que esta vida
seria sempre assim.

Chegou o fim.
As luzes se apagaram,
os grandes mares secaram.
O meu coração batia,
e eu apenas dizia:
«Irei ter contigo um dia».


Margarida Almeida, 6ºB

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Poesia

A minha amiga cadela
É linda e espetacular
Tenho um fraquinho por ela
Com ninguém a quero trocar.

Treinei-a como bem quis
E isso deixou-me feliz
No dia em que a encontrei
Muito bem dela tratei.

Andamos sempre a brincar
Ninguém nos faz abrandar,
Encontrei-a triste, a ladrar,
E à estrada a fui apanhar.

Sempre que com ela estou
Com ela me apetece brincar
Comigo tanto ela andou
Que agora só lhe falta falar.





Rodrigo Figueiiral
6.º E, n.º 16


domingo, 31 de janeiro de 2016

Poema paralelo à "Nau Catrineta"

A mota d’água do Zé Manel

Lá vem a mota d’água
Que tem muito que contar
Vejam, agora, ouvintes
O Zé Manel a guiar.

Passava mais de 2 horas
Na mota d’água a guiar
Já não tinha onde se segurar
Pois estava de pernas para o ar.
Tentou fazer o pino
Para o público agradar
Foi atingido por uma onda
Que o fez cair ao mar.
Tentou fazer manobras
Mas nenhuma resultou
Pobre Zé Manel
Que se envergonhou.
-“Nada, nada, Zé Manel
Não fiques aí parado
Vem aí um tubarão
Que está desesperado.”
-“Não vejo tubarão nenhum
Vou continuar a nadar
Fazendo muitas manobras
Para o público encantar.”
-“Nada, nada, Zé Manel
Não fiques aí especado
Vem aí um tubarão
Que está muito esfomeado.”
-“ Ai, meu Deus, grande susto
Não imaginava este tubarão
Obrigado, amigo Joaquim
Pela tua atenção.
Estava prestes a morder-me
Aquele tubarão assustador
Não imaginava como seria
Se não fosse a tua gritaria.
-“ Vou-me aproximar da terra
Para não me voltar a assustar.”
-“ Aquela é a minha namorada
Oh! Olha como ela é bela!
É tão alta e formosa
E ofereço-ta para casares com ela!”
-“ A tua namorada não quero
Que te custou a encontrar.”
-“Vou-te dar a minha casa
Para poderes nela morar.”
- “ Não quero a tua casa
Que te custou a pagar.”
-“Dou-te o meu carrossel
Para com os teus filhos brincares”
-“Guarda o teu carrossel
Pois triste vais ficar.”
-“Vou-te dar a mota d’água
Para nela manobrares.”
-“Não quero a mota d’água
Porque nela não sei andar.”
-“Então que queres tu Joaquim
Que recompensa te hei de dar?”
-“Amigo, quero a tua alma
Para a poder guardar.”
-“Renego a ti, demónio
Que me estavas a enganar
A minha alma é só de Deus
O meu corpo venero eu ao mar.”

Tomou-o  um santo no coração
E lá pode manobrar
Deu um estouro o Joaquim
Acalmaram vento e mar
E á noite o Zé Manel
Estava na cama a ressonar.



Ana Cristina , Joana Teixeira , Maria João  e Tomás       6.ºB                  

domingo, 27 de dezembro de 2015

País inventado...

Xizaquistão


Um país inventado
Onde não se fala português
Só há animais grandes e gordos
Que falam chinês.
Um país muito antigo
Onde não há telefone,
Os cavalos usam xailes
E as vacas tocam xilofone.
As pessoas que lá vão,
Fogem a correr
Pois os macacos a tomar banho
Não é coisa bonita de se ver.
As casas diferem
De animal para animal,
Os porcos têm árvores,
E os gatos um lamaçal.
O rei deste país,
É um hipopótamo que dá luz,
Com uma enorme lanterna,
Os animais conduz.
Os cangurus não saltam,
Apenas gritam como cabras,
Os pássaros ruminam
E as ovelhas têm asas.
Não sei se vão gostar
De lá ir passear
Pois os animais
Estão sempre a rosnar!                                  

                                          
                                                                       Beatriz Santos, Carolina Correia e Leonor Amaral,6ºB