segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

POESIA

O violino

Estou tão confusa !
Começou por ser brincadeira,
mas, agora, está-me a matar!
Vi a minha prima a tocá-lo
e decidi experimentar.
Ensaiei, ensaiei
e quando lhe apanhei o jeito,
afetou o meu pior defeito
que é tomar uma decisão!
Agora uma escola de música
quer que eu vá lá tocar
para ver se me podem
arranjar um lugar.
Mas há um problema:
A escola é em Londres
e eu tenho medo de voar!
Londres, casa, Londres, casa
Não sei se irei ou se vou ficar…
Neste momento só quero
Deitar a cabeça na asa
E descansar!


Leonor    6.º B

Poesia

Infância…

A infância
é felicidade,
é curiosidade, mas acima de tudo
é humildade!

A infância
é momento único,
é brincar e saltar,
mesmo sem saber falar!

A infância
é fazer asneiras,
no meio de brincadeiras
sem ninguém se importar!

A infância
é muitos amigos fazer,
ser capaz de os abraçar
mesmo acabando de os conhecer!

A infância
é tudo isto,
ou é, ou devia ser!
É ter direito a ser criança,
é ter direito a crescer!

Eva    6.ºA

Poesia

Imaginação

A minha imaginação
Tem muito que contar:
Carros voadores
Lindas fadas a cantar…
E nunca ninguém
Ma poderá tirar.

Passam dias e noites
Sem me dar sinal
Mas quando dá
É uma coisa fenomenal.

A minha imaginação
Me dá asas
Para viajar
Entre cumes e montes
Em cima do mar.

A minha imaginação
É um pouco confusa
Tal como o café
Mas gosto dela assim
Tal como é.

Ricardo    6.º C

POESIA

A Cor
 
A cor existe em qualquer lugar
numa flor ou até no mar
até nas pessoas
e era aí que eu queria chegar.
As pessoas são todas iguais,
sejam pretas, brancas ou até amarelas.
Dentro de cada uma existem aguarelas
e com elas podemos pintar o seu coração.

As pessoas são boas umas para as outras,
e se isso não acontece
é porque os seus corações
não foram pintados com lindas aguarelas,
como o meu e o teu coração.
Às vezes brancos não gostam de pretos
e pretos não gostam de brancos,
mas para mim que ainda sou criança,
somos todos iguais!



Maria João     6.º B

Poema paralelo a "As amoras" de Eugénio de Andrade


 

As uvas


A minha cidade sabe a uvas frescas
no outono.
Ninguém ignora que não é grande,
nem agitada, nem poluída a minha cidade,
mas tem este cheiro agradável
de quem acorda cedo para vindimar.
Raramente falei da mina cidade, talvez
nem goste dela, mas quando um amigo
me traz uvas frescas
os seus prédios parecem-me reluzentes berlindes,

reparo que também na minha cidade o sol é brilhante.

Beatriz  Santos    6.º B


Poesia

O fim

Tenho saudade.
Do teu carinho,
do teu cuidado.
Da tua voz
a chamar por mim.
Do teu olhar
e amor sem fim.

E eu pensava,
pensava cá para mim,
que esta vida
seria sempre assim.

Chegou o fim.
As luzes se apagaram,
os grandes mares secaram.
O meu coração batia,
e eu apenas dizia:
«Irei ter contigo um dia».


Margarida Almeida, 6ºB

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Poesia

A minha amiga cadela
É linda e espetacular
Tenho um fraquinho por ela
Com ninguém a quero trocar.

Treinei-a como bem quis
E isso deixou-me feliz
No dia em que a encontrei
Muito bem dela tratei.

Andamos sempre a brincar
Ninguém nos faz abrandar,
Encontrei-a triste, a ladrar,
E à estrada a fui apanhar.

Sempre que com ela estou
Com ela me apetece brincar
Comigo tanto ela andou
Que agora só lhe falta falar.





Rodrigo Figueiiral
6.º E, n.º 16