sábado, 31 de maio de 2014

Da janela...


DA JANELA DO MEU QUARTO

 

Da janela do meu quarto

Vejo o mundo à minha frente

Vejo um vale com ar cansado

Vejo um manto de cor verde.

 

Da janela do meu quarto

Vejo aldeias humildes e airosas

Vejo montes enrugados

Vejo coloridas mimosas.

 

Da janela do meu quarto

Vejo a vila de Vouzela

Vejo estradas de cor negra

Vejo como a paisagem é bela!

 

Da janela do meu quarto

Vejo casas robustas e velhas

Vejo uma mistura de encanto

Vejo também casas modernas.

 

Da janela do meu quarto

Vejo a minha cidade

Vejo caminhos de terra

Vejo construções já com alguma idade.

 

Da janela do meu quarto

Ouço os sons da natureza

Ouço os pássaros a cantar

Acordo com toda esta beleza!

 

Da janela do meu quarto

Ouço o sino da igreja a tocar

Bate as horas lentamente

Uma a uma para me avisar.

 

Da janela do meu quarto

Cheiro um aroma leve

Cheiro as pétalas das flores

Cheiro tudo o que vida pede!

Duarte Miguel Lourenço Lima, 6º D, nº 4

 

 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O mistério...


O mistério do homem de duas faces

Olá, eu sou a Tatiana, tenho três pernas, sou verde, tenho manchas verdes escuras e tenho três olhos (não façam essa cara, é verdade).

Vivo no planeta Krypton (sim, no mesmo que o super-herói) e tenho muitos amigos iguais (ou quase) a mim.

Vou contar-vos uma história de quando eu conheci um rapaz lindo de morrer!

Conheci-o num sítio mesmo estranho, inesperado: os correios! Eu ia enviar uma carta a uma amiga minha e lá estava ele, mal o vi, desmaiei…

Acordei no hospital com ele ao meu lado a sorrir para mim.

Chamava-se Daniel.

Naquele mesmo dia, fui para casa e ele não me queria deixar sozinha e ficou lá. Como ele não tinha casa,  disse-lhe que ele podia ficar lá.

Vivemos juntos durante muito tempo e namorámos durante três anos até que (por razões de trabalho) ele teve de ir para o planeta Terra.

Não nos vimos durante um ano, até que eu não aguentei mais, pequei na minha nave e parti…

Cheguei lá duas horas depois e fui procurá-lo .

Encontrei-o disfarçado (nem o reconhecia) a falar com umas raparigas, fiquei tão irritada!

Quando ele ia embora, apanhei-o e disse-lhe:

-O que é que tu estás a fazer, já me esqueceste?

-Não… não, claro que não- balbuciou ele.

Então,  peguei na lupa e disse assim:

-Ainda bem, vamos lá, qual é o caso?

-É o caso do homem de duas faces…

-Homem de duas faces?!- disse eu, atrapalhada.

Ele explicou-me que era um homem muito perigoso e que fugira da prisão lunar.

Pusemo-nos a procurá-lo e a perguntar às pessoas se o tinham visto, mas elas só fugiam a correr.

Fomos, então, procurar trabalho para mim e um detetive recebeu-nos muito bem.

Ele era muito estranho e usava sempre um chapéu gabardina, nunca mostrava o pescoço.

Até que entrámos num estabelecimento (era um café) e ele teve de tirar o chapéu.

Quando o tirou, vimos outra cara em vez da nuca, por isso é que ele nunca tirava o chapéu.

Pegámos nas algemas e prendemo-lo, levámo-lo para a nossa nave e fomos até à lua.

Prenderam-no logo de seguida e eu e o Daniel fomos para o nosso planeta natal.

E vivemos juntos desde então.

 Tatiana Rodrigues 6ºA Nº18

domingo, 4 de maio de 2014

Leitura recreativa


«O Segredo do Rio»

(Miguel Sousa Tavares)

                              em poesia


Vamos contar uma história

De uma bela amizade

Entre um rapaz e um peixe

Que ficou para a eternidade!

 

 O rapaz vivia numa casa

 Rodeada por um pomar

 Nunca faltava fruta fresca

 Para ele se deliciar!

 

Havia também dois carvalhos

Que a casa parecia guardar

Davam uma bela sombra

E muita beleza ao lugar!

 

Mas o seu sítio preferido

Era, sem dúvida, o ribeiro

Onde tomava longos banhos

E brincava o ano inteiro.

 

Todos adoravam o rio

E com ele tinham muito cuidado,

Pois a água limpa era um milagre

Que não podia ser estragado.

 

Na margem daquele ribeiro

Havia um pequeno espaço de areia

Onde, de dia, apanhava sol

E à noite uma brisa ligeira.

 

Numa noite de Verão

Algo inesperado aconteceu

Ouviu barulho e escondeu-se

E um grande javali apareceu.

 

Vinha com os seus filhotes

Para a sede poderem matar

Com a água fresca do ribeiro

E o rapaz ficou a observar.



Mas a maior aventura do rapaz

Estava para acontecer

Foi numa tarde de Primavera

Com tudo florido a valer!

 

O rapaz estava de bruços

Na pequena praia de areia

Distraído a brincar

Ouviu uma barulheira.

 

O estrondo vinha da água

Por isso, olhou admirado

E viu um peixe enorme

A dar saltos entusiasmado.

 


Nunca vira um peixe tão grande!

E ficou quieto na margem

Com medo e sem reação

Nem para fugir tinha coragem.

 

O peixe despreocupado

Nadava sem parar

Como se fosse o dono do lago

Logo começou a falar:

 

- Ó rapaz, vives aqui? -

Perguntou sem hesitar.

Ele apenas tremia de medo

E só conseguia gaguejar:

 

-Vi-vi-vo- respondeu por fim

- Mas que bonito lugar!

A água é muito limpa

É mesmo espectacular!

 

-És tu o dono do lago? -

Continuou o peixe falador.

O rapaz respondeu que sim

E ficou com um ar pensador…

                                                                                       

Então encheu-se de coragem

E finalmente perguntou:

-  Falas a língua das pessoas?

E o peixe começou:

 

- Eu nasci num aquário

Que era de um rapazinho

Tratava muito bem de mim

Era mesmo meu amiguinho!

 

- Falava tanto comigo

Que eu acabei por aprender

A linguagem das pessoas

Como tu podes bem ver!

 

- Mas eu cresci muito

E no aquário já não podia morar,

Então lançaram-me no rio

E eu nadei sem parar.

 

 
-Subi e desci ribeiros

À procura do melhor lugar

Para fazer a minha casa

Mas nada me consegue agradar.

 

O rapaz ficou em silêncio

A pensar no que fazer.

Que coisa mais estranha

Havia de lhe acontecer!

 

Embora gostasse muito

De sozinho brincar

Tinha pena do peixe

E decidiu que ia ajudar.

 

-Que espécie de peixe és tu? -

Perguntou-lhe com curiosidade.

- Sou uma carpa, um peixe do rio

E vivo até muita idade!

 

 

- Vamos fazer um acordo?

Podes ficar aqui a morar

Mas que falas a nossa língua

Ninguém pode imaginar!

 

Decidiram ser amigos

E juntos aprenderam a brincar

Riam e jogavam à bola

E não paravam de conversar.

 

Os dias com mais calor

Vieram com o verão

Nadavam juntos e mergulhavam

E assim passou essa estação.

 


O verão terminou

E os dias de calor continuaram

O Outono chegou

Mas as chuvas não começaram.

 

A comida escasseava

E o pai estava preocupado

Resmungava muito sozinho

E andava sempre calado!

 

De semana para semana,

Tudo ficava pior

A fruta apodrecia nas árvores

Era a tristeza em redor!

 


Por isso a mãe sugeriu-lhe

A carpa ir apanhar

Como era muito grande

Muito alimento ia dar.

 

O rapaz ficou aflito

Tinha medo do seu amigo perder

Então correu a avisá-lo:

- Vá, toca a desaparecer!

                                                                             

- Tens mesmo que ir embora!

E explicou-lhe a razão

- A comida escasseia

E vais ser tu a refeição.

 

Foi uma despedida difícil

As lágrimas corriam livremente

Aquela terrível separação

Podia ser para sempre!

 

O peixe desapareceu!

Mas que grande deceção

O pai ficou desolado

Com o coração na mão.

 

Todos andavam tristes

O rapaz nem ao rio ia

Tinha perdido o encanto

A sua verdadeira magia!

 

 
Desde esse triste dia

Duas semanas passaram

E numa bela noite de outono

As alegrias voltaram.

 

Uma agitação conhecida

Na água do rio percebeu

Olhou atentamente

E o peixe apareceu.

 

Sem demora calçou as botas

E pela janela pulou

Estava tão tão feliz

Que pela água dentro entrou.

 

- Olá amigo, voltaste!

- Sim, para viver aqui outra vez

Já resolvi o vosso problema,

Tenho comida para todos vocês.

 
                                                                           

Então o peixe contou

A aventura ao petiz

Para conseguir os alimentos

E fazer a sua família feliz!

 


- Quando saí daqui lembrei-me

Que há um tempo dormi

Num barco naufragado

E no porão alimentos vi.

 

-Eram latas de conserva

Por isso tive uma ideia

Regressar a esse barco

E retirar a carga inteira.

 

- Estendi uma rede no chão

E num saco gigantesco a transformei

Passei tudo para lá

E muito satisfeito fiquei.

 

- Como era muito grande

Sozinho não o podia puxar

Chamei então outros peixes

Mas não me conseguiram ajudar.

 

Foi então que aconteceu

Uma coisa espetacular

Apareceram duas raposas

Dispostas a cooperar.

 

Expliquei-lhes a intenção

E elas quiseram colaborar

Durante dias e noites

Foi puxar até fartar.

 

- Onde estão agora as raposas?

- Foram embora, mas vão voltar

E numa festa à roda da fogueira

Iremos juntos comemorar.

 

 

- O que vocês fizeram

Foi mesmo espetacular!

Amanhã contarei ao meu pai

Que o saco com comida conseguiste arrastar.

 

- Ele ficará muito contente,

Mas uma coisa vamos combinar

O nosso segredo mantém-se

Ninguém saberá que consegues falar.

 

- Ainda lhe vou dizer

Que és inteligente e nosso amigo,

Que nos salvaste da fome

E que viveres aqui é bem merecido.

 


O rapaz contou aos pais

E toda a manhã trabalharam

Latas de comida de todo o tipo

Para casa carregaram.

 

- O peixe é especial

Embora não consiga falar.

O rapaz sorriu encantado…

Se o pai pudesse imaginar.

 

A primeira coisa que o pai fez

Quando acabou de almoçar

Foi elaborar uma tabuleta

Com o aviso”Proibido pescar”.

 

Colocou-a ao pé do rio

E o rapaz seguiu o exemplo

Escrevendo numa outra tabuleta

Este lindo pensamento:

 

 
“ Este rio tem um segredo

                                    e esse segredo é só meu.”

 

                                                                           Trabalho elaborado por Joana Gomes  6.º C, apresentado numa sessão de leitura em conjunto com o Encarregado de Educação.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Poesia...


xislândia

A Xislândia é um país

Pelo qual posso viajar

Não é um sítio real

Pois nele posso fantasiar!

 

Por isso, este país

É um lugar diferente

Onde posso voar

E sonhar para sempre.

 

Não é habitado por qualquer gente

Não moram cá adultos

Mas sim fadas, unicórnios, dragões e duendes

E toda a criança que sente!

 

Este país não tem limites

É o lugar da imaginação

Onde tudo se resume

Ao bater do coração.

 

Poema baseado no livro”O Alfabeto dos Países” de José Jorge Letria

 

Rafaela Fernandes, nº17, 6ºD

 

 

terça-feira, 4 de março de 2014


100 anos da linha do Vouga

(1914-2014)

 

Comemora-se este ano a chegada da linha do Vouga a São Pedro do Sul. Dada a importância histórica deste acontecimento, marcante para todos nós, vão organizar-se vários acontecimentos para celebrar esta data.

A linha do Vouga começava em Espinho e acabava em Viseu, percorrendo por entre vales e riachos as margens do rio Vouga. A inauguração da linha do Vouga, pelo último rei de Portugal, D. Manuel II, aconteceu em 28 de novembro de 1908 em Espinho. A linha chegaria a São Pedro do Sul, com grandes festejos e entusiasmo, a 5 de fevereiro de 1914.

 O projeto e a construção desta linha de caminhos de ferro envolveram muitas pessoas (engenheiros, operários, etc.), tendo sido construída para transportar pessoas e escoar os produtos agrícolas da região. Durante décadas, a locomotiva permitiu e facilitou a deslocação das pessoas e contribuiu para o desenvolvimento económico.

Após tantos anos de serviço às populações, o troço entre Sernada do Vouga e Viseu foi encerrado em 1 de janeiro de 1990, deixando grande saudade nas populações vizinhas.

Ao longo da linha do Vouga havia várias estações e alguns apeadeiros, nomeadamente em São Pedro do Sul (esta estação foi recuperada e atualmente é um espaço de restaurante e de artesanato). Após a retirada dos caminhos de ferro, a linha tem vindo a ser utilizada para passeios pedestres e de bicicleta.

A comemoração dos 100 anos dos caminhos de ferro em São Pedro do Sul conta com uma exposição nos paços do concelho de 5 a 26 de fevereiro. Vai haver uma palestra sábado, dia 22 de fevereiro, no cineteatro, e uma caminhada pelo troço na manhã do dia 23, seguida de uma recreação teatral da inauguração do último troço da linha na antiga estação. A nossa escola também se juntou ao acontecimento com uma exposição.

Muito se fala na reabertura da linha do Vouga, nomeadamente para fins turísticos. Passará por aí o futuro que todos gostaríamos?

 

Miguel Damião/nº 15/ 6ºD
08/02/2014