terça-feira, 25 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
100 anos da linha do Vouga
(1914-2014)
Comemora-se este ano a
chegada da linha do Vouga a São Pedro do Sul. Dada a importância histórica
deste acontecimento, marcante para todos nós, vão organizar-se vários
acontecimentos para celebrar esta data.
A linha do Vouga começava em
Espinho e acabava em Viseu, percorrendo por entre vales e riachos as margens do
rio Vouga. A inauguração da linha do Vouga, pelo último rei de Portugal, D.
Manuel II, aconteceu em 28 de novembro de 1908 em Espinho. A linha
chegaria a São Pedro do Sul, com grandes festejos e entusiasmo, a 5 de
fevereiro de 1914.
O projeto e a construção desta linha de
caminhos de ferro envolveram muitas pessoas (engenheiros, operários, etc.), tendo
sido construída para transportar pessoas e escoar os produtos agrícolas da
região. Durante décadas, a locomotiva permitiu e facilitou a deslocação das
pessoas e contribuiu para o desenvolvimento económico.
Após tantos anos de serviço
às populações, o troço entre Sernada do Vouga e Viseu foi encerrado em 1 de janeiro
de 1990, deixando grande saudade nas populações vizinhas.
Ao longo da linha do Vouga
havia várias estações e alguns apeadeiros, nomeadamente em São Pedro do Sul (esta
estação foi recuperada e atualmente é um espaço de restaurante e de artesanato).
Após a retirada dos caminhos de ferro, a linha tem vindo a ser utilizada para
passeios pedestres e de bicicleta.
A comemoração dos 100 anos
dos caminhos de ferro em São Pedro do Sul conta com uma exposição nos paços do
concelho de 5 a 26 de fevereiro. Vai haver uma palestra sábado, dia 22 de
fevereiro, no cineteatro, e uma caminhada pelo troço na manhã do dia 23, seguida
de uma recreação teatral da inauguração do último troço da linha na antiga
estação. A nossa escola também se juntou ao acontecimento com uma exposição.
Muito se fala na reabertura
da linha do Vouga, nomeadamente para fins turísticos. Passará por aí o futuro
que todos gostaríamos?
Miguel Damião/nº 15/ 6ºD
08/02/2014
sábado, 1 de março de 2014
A menina e a lua
Naquela manhã de primavera, a Joana
saiu de casa muito triste, pois aproximava-se um dia de escola. Subiu umas
poucas de rampas e de escadas, até chegar à estrada.
Ao pé da estrada, do lado direito,
havia uma paragem de autocarro, onde todos os “amigos” de Joana se sentavam à
espera do autocarro. Na realidade, as pessoas que se sentavam nesse banco não
eram amigas de Joana, pois ela não tinha amigos.
Joana era uma menina baixa, que
tinha um cabelo liso e preto, os seus olhos eram cor de avelã e a sua boca era
como uma romã, bem encarnada. Ela não tinha amigos, pois todos gozavam com ela
por ser tão baixa e usar óculos. Passava no corredor da escola e o que mais
ouvia eram alunos a insultá-la que diziam “És uma caixa de óculos!” e muitos outros
insultos. Assim, Joana acabava por se isolar num canto da escola, onde chorava
para deitar a sua dor toda para fora, pois não tinha com quem desabafar.
Nas aulas ninguém queria ficar ao pé
dela, então era obrigada a ficar sempre sozinha. Não era muito boa aluna, pois
não tinha auto-confiança e, com todas as bocas, Joana ainda se ia mais abaixo.
Por vezes preferia calar-se, não se defender e deixar-se levar pelo que as
outras pessoas diziam.
Quando chegava a casa, os pais ainda
estavam a trabalhar, então Joana trancava-se no quarto e estudava com pouca
concentração, mas quando anoitecia e a lua subia ao céu, Joana vestia um
casaco, abria a janela e punha-se a falar com ela.
Por muito estranho que pareça, a lua
era a única amiga de Joana, era com a lua que ela expressava os seus
sentimentos.
Podem não acreditar, mas tudo é
possível, porque um dia a lua falou com Joana. Lembro-me perfeitamente desse
momento como se tivesse acontecido ontem. Eram onze horas da noite e Joana
chorava, chorava, então ouviu-se uma voz suave e meiga que dissera:
-Não chores, Joana!
Joana, ouvindo isto, parou de chorar
e soluçando, com uma voz baixa, sussurrou:
-Quem és tu?
-Sou a lua, estive a ouvir e a
ver-te todos os dias quando falavas para mim pela janela, mas eu não gosto de
te ver chorar.
-Mas eu estou muito triste, não
tenho amigos!
-Tens, tens, tens-me a mim, eu sou
tua amiga!
-Sim, eu sei mas todos os outros
meninos gozam comigo!
-Amanhã é dia de escola, e quando os
teus colegas te insultarem, segues em frente e não ligas ao que eles dizem.
Mas, agora, mudando de assunto, queres vir dar um passeio pelo céu?
-Claro que sim, nunca na vida eu
iria recusar!
No dia seguinte, Joana parecia outra
pessoa, totalmente diferente, muito mais divertida e alegre e nunca mais voltou
a chorar nos cantos da escola. Ela fez muitos amigos e os seus outros colegas
deixaram de a chatear.
E tu? Nunca te deixes ir a baixo com
coisas que os totós de alguns dos teus colegas te dizem. Segue em frente e vive
a tua vida ao máximo!
Carolina
Raquel Rocha Ferreira Nº2 6ºA
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Amigos
-
Queres ser meu amigo?
Aventuras
viver,
Segredos
partilhar …
-
Vem amigo!
Vamos
correr e jogar
Vamos
rir e pular
E
vamos também estudar.
-
Conto contigo amigo,
Para
contigo sonhar,
Fazer
planos para a vida
E
que nunca seja esquecida
Esta
nossa idade de brincar.
-
Nós vamos crescer amigo,
E
um dia trabalhar
Ter
a nossa família
E
nada lhes pode faltar.
-
Obrigado amigo,
Por
caminhares comigo
E
apesar de não estares por perto,
Conto
sempre contigo,
Pois
isso foi sempre
certo.
Alexandre Albernaz, nº 1 , 6º D
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Uma ida ao circo
Não se falava de outra coisa em
Lisboa. O António que vivia nas cercanias da praça do Aprendiz, levava, todos
os dias, notícias fresquinhas acerca do” V festival de circo” a decorrer
durante uma semana .
-É uma tenda enorme!!!!E tem lá
muitos animais; ontem à noite um elefante molhou todo o prédio, parecia um jato
de água a sair da sua tromba , era…- o António falava, falava mas o André não
se convencia ,este era como S. Tomé “ver para crer”. No entanto, como André
queria ir ao circo com uns amigos contava as mesmas histórias a Marta, sua irmã
mais nova:
-A sério?! Temos de convencer os pais
a ir!!!-exclama a Marta.
Ora, como duas cabeças pensam melhor
que uma, também duas bocas convencem
melhor que uma , ou seja, no fim de semana conseguiram ir ao circo com os
amigos.
-Despachem-se ,despachem-se,
rápido!!-gritava a mãe dos irmãos -a meio não vale a pena entrar!!Vá entrem
todos para o carro.
Eram 13h, tinham acabado de almoçar e
a mãe dos irmãos ia tão rápido , tão rápido que a Marta enjoou!!!A sorte era
que ia com um saco na mão e acabou por vomitar lá para dentro!!
-Eeeeeeeeeeeeeeehhhh!!!!!!!!!!!-
gritaram todos .
-Marta, querida , estás
bem?-perguntou a mãe sem abrandar.
A Marta acenou que sim com a cabeça e
mandou continuar.
Quando chegaram reinava a algazarra ,
a barafunda, a alegria e acrobatas , palhaços e domadores preparavam o
espetáculo.
Então entraram e o espetáculo começou
:em primeiro lugar vieram os palhaços, de seguida quatro grupos de
acrobatas(tema de cartaz), depois os domadores entre outros, em que os palhaços
voltaram a aparecer.
-Olha Ticutinhas, o público está
muito quietinho!! Não achas ??- perguntou um dos palhaços.
-Concordo plenamente Mitocos, vamos
pôr esta gente a mexer!! Quem não dançar leva com a frigideira na tola!!! Música
maestro!!-ordenou.
Então a música começou a tocar. O
Ticutinhas ao ver que um senhor não dançava, saltou para o público. Marta ainda
meia taralhoca do enjoo ficou muito atrapalhada.
O espetáculo acabou com todos os
artistas em palco, uma enorme salva de palmas e o lançamento de balões.
Foi um dia e pêras!!
Beatriz 6.º D
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Numa casa aberta a todas as expressões
idiomáticas, o dia a dia era uma grande confusão, ora saíam umas ora entravam
outras.
No quarto dos A andam todos às aranhas.
Na
sala dos B todos têm asas nos pés,
pois ninguém os vê.
Na cozinha dos C todos os produtos custam os olhos da cara, são tão caros!
Na
casa da árvore do D todos davam aos
pedais para ir para o trabalho.
Nas escadas do E elaboram expressões.
Na cave do F e do G todos ajustam contas.
No jardim, o jardineiro trata dos amigos
inseparáveis que são o I e o J.
Na biblioteca do M e do N, o solitário L
passa os dias a ler, pois acordava todos
os dias com os pés de fora.
A tristeza do O foi ser o vira casacas do P.
O R e o S são como irmãos porque estão
sempre a dar aos pedais.
O T e o U estão sempre a pôr a pata na poça, embora sejam a
alegria da casa.
Na piscina do V, já sei por que é que o X
está sempre ali, é para cair que nem um
patinho.
E o Z onde é que ele estará? Anda a abanar o capacete…
6.º C
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