quarta-feira, 21 de novembro de 2012

 

Viagem à Jamaica

 

Era vez um rapaz alto, de pele escura, cabelo comprido e louro e olhos azuis. Ele era muito rico e tinha acabado de fazer dezoito anos. Chamava-se Ambrosino e, como prenda de aniversário, lembrou-se:

-Posso fazer uma viagem à Jamaica?- perguntou excitado.

-Hum…-pensaram os pais.

-Por favor, por favor! - suplicou aos pais.

-Sim, podes. -disseram depois de muito pensarem.

Depois de ter conseguido convencer os pais, foi fazer as malas.

Quando estava a fazer as malas lembrou-se:

-Quem vai comigo? - perguntou.

-Tens de ir sozinho. - disseram desiludidos.

-Porquê? - perguntou aborrecido.

-Porque  tenho de ir a uma reunião de trabalho muito importante. – explicou o pai.

- E eu tenho que ir buscar a tua prima a Espanha. – respondeu a mãe.

-Então, está bem. Mas posso levar um amigo? - perguntou.

-Sim, podes. – disseram os pais.

Passada uma semana, numa segunda-feira de manhã, foi, já com tudo preparado, buscar os bilhetes e a viagem estava marcada para o dia seguinte. Foi a casa do Ysquiel (o amigo que ele ia levar) para lhe dar essa notícia.

Na terça-feira, logo cedo, reuniram-se em casa do Ysquiel e o pai do seu amigo foi levá-los ao aeroporto.

Quando lá chegaram , ficaram espantados com aqueles grandes aviões e por ir voar num deles.

-Finalmente, chegou a hora de partir! - disseram entusiasmados.

-Tchau! - disse o pai do Ysquiel.

-Tchau ! Até breve! - disseram os rapazes.

Fizeram o “check in” e embarcaram.

Quando estavam no avião, ouviram o copiloto dizer:

- «Apertem os cintos, vamos descolar».

 Partiram às 12h e chegaram às 20h, hora de Portugal (às 22h, horas da Jamaica).

 Quando chegaram ao aeroporto de Montego Bay, o maior aeroporto da Jamaica, meteram-se num táxi e pediram ao taxista para os levar à mansão Rose Hall que ficava a 15 km de distância.

Era onde vivia o tio Arnaldo, irmão mais velho do pai do Ambrosino.

Depois de lá chegarem, cumprimentaram o tio, subiram para o quarto e pousaram as malas. Apesar de estarem muito cansados da viagem e porque estavam muito excitados por conhecer tudo, decidiram ir jantar e explorar a mansão. Durante o jantar pediram ao tio:

 -Leva-nos ao complexo onde o Usain Bolt e o Yohan Blacke treinam? 

 -Sim, mas só pode ser amanhã. E estão com sorte porque eles estão cá em Montego Bay, a treinar para o Mundial.

 - Ok! Que bom, tivemos mesmo sorte! – exclamaram muito contentes.

Muito excitados com a novidade, foram-se deitar.

 Acordaram muito cedo, na manhã seguinte, e, depois de tomar o pequeno-almoço, foram dar um passeio pelas maravilhosas praias exóticas de Montego Bay.  Admiraram-nas por um tempo e voltaram para casa. Quando chegaram, viram Usain Bolt e o Yohan Blacke a correr numa pista improvisada no jardim da mansão. Corriam tão depressa que pareciam chitas. Ficaram espantados com a velocidade que eles atingiam.

Usain Bolt e Yohan Blacke quando viram que tinham espetadores pararam, foram ter com eles e perguntaram:

- Quem são vocês?

- Eu sou o Ambrosino, sobrinho do dono da mansão Rose Hall e estou cá a passar férias com o meu amigo Ysquiel. Somos portugueses e vivemos em São Pedro do Sul.

- São Pedro do Sul, onde fica? – perguntou Bolt.

- No centro de Portugal, perto de Viseu. – respondeu Ysquiel.

- Nós já estivemos em Portugal, em casa do Nélson Évora. É um país muito bonito. -  disse Blacke.

- O que acham de fazermos uma corrida? – perguntou Ambrosino.

- Eu acho bem. – respondeu Blacke.

- E se, para tornarmos a corrida mais interessante, nós corrêssemos de costas? – sugeriu Bolt.

- Ok. Vamos a isso! – concluiu Ysquiel, muito entusiasmado com a ideia.

 

(continua no próximo texto livre….)

 
                                                           Duarte Miguel Lourenço Lima, 5ºD, Nº3

O José

Numa aldeia do Alentejo, chamada Luz, havia uma família muito pobre. Certo dia, tiveram um filho a quem deram o nome de José. O menino tinha o cabelo loiro e olhos pretos, era um menino muito feliz.

Foi crescendo, os pais não tinham dinheiro para comprar brinquedos. Então faziam-lhe brinquedos de madeira. O brinquedo com que ele mais gostava de brincar era um carro pintado de vermelho.

Um dia, o menino foi passear com a mãe. Passaram por uma casa branca onde havia um jardim muito bonito com muitas árvores,um campo de futebol e muitos meninos a brincar.Ele perguntou à mãe o que era aquela casa. A mãe disse-lhe que era uma escola e explicou-lhe que era um local para onde iam as crianças a partir de uma certa idade,onde aprendiam a ler, a escrever, a fazer contas, desenhos e a brincar com os outros meninos.

O José todos os dias perguntava à mãe quando é que ia para a escola e a mãe respondia que ia quando tivesse seis anos, mas ele não acreditava.

Finalmente, o José foi para a escola.No primeiro dia de aulas ficou triste, porque os colegas da sala tinham todos mochilas muito bonitas e ele levava uma mochila muito velha,que tinha sido oferecida por uma família que tinha um filho mais velho que o José, pois os pais não tinham dinheiro para comprar uma mochila nova e bonita.O José começou a perceber que mesmo tendo dificuldades económicas ,ele podia estudar muito e ser um bom aluno como os outros meninos a quem os pais compravam aquilo que eles queriam.

O José quando saía da escola ia para casa, não podia ir brincar com os outros meninos, porque tinha de fazer as tarefas de casa, como por exemplo apanhar comer para os coelhos, para as galinhas, apanhar os ovos,etc,... E só estudava e fazia os trabalhos de casa depois de jantar. Havia dias em que o José adormecia enquanto estudava e, mesmo assim, conseguia ser um aluno excelente.

Os pais do José, quando iam à escola falar com a professora, ficavam orgulhosos de terem um filho tão trabalhador.

Não é necessário ser rico/rica para ser um bom aluno,tem que se lutar todos os dias, e cada vez mais, para se conseguir atingir os nossos objetivos de vida.

 

                                                                                                         Tomás Coelho

                                                                                                             N.º 20     5.º C

A história de um cão…

 

 

O Bolinhas era um cão feliz. Os donos gostavam muito dele e ele adorava os donos, principalmente a Margarida, que era uma menina de dez anos.Ela dizia que o seu pelo lhe fazia lembrar un ursinho de peluche, pois ele tinha um pelo castanho e fofinho.

O Bolinhas já estava com esta família há dois anos e costumavam passear muito todos  juntos.Mas, num dia de Outono frio e ventoso, o pai da Margarida chamou-o para o carro, e o Bolinhas foi todo contente, pois pensava que ia passear.O que ele achou estranho foi a cara da mãe e da menina que estavam muito tristes, mas ele não deu muito importância.

Andaram um bocado de carro até que, a certa altura, pararam num descampado.O dono fez-lhe uma festinha na cabeça, pegou no brinquedo favorito do Bolinhas e atirou-o para bem longe.

O Bolinhas, como bom cão que era, foi buscar o brinquedo mas quando se virou para trás viu que o carro já lá não estava.Ficou desorientado e sem saber o que se estava a passar. Então começou a correr, a correr até não poder mais.Resolveu ir descansar para debaixo de uma varanda. Aí ele encontrou outros cães que lhe explicaram o que se estava a passar . O Bolinhas tinha sido abandonado!

Primeiro ele perguntou-se “porquê?” mas, depois, o mais importante era sobreviver, pois agora ele não tinha casa nem comida.

E assim se passaram meses, e o inverno gelava as ruas. Era difícil viver na rua, pois quase ninguém reparava nele e muitas vezes quando reparavam era para o espantar. Mas, também,  havia pessoas boas que o alimentavam.

Numa dessas noites geladas, em que a neve caía, o Bolinhas estava deitado por debaixo de uma chapa velha, a tremer de frio. Até que sentiu uma mão a tocar-lhe no pelo. Primeiro assustou-se mas, depois, viu que era uma senhora com um grande sorriso a chamá-lo. A senhora pegou nele ao colo e levou-o.

Quando chegou a casa dessa senhora, ela apresentou-o à família como “Sortudo” que tinha chegado à sua nova casa. Ele ficou muito feliz, pois tinha uma nova família.

Agora ele já não era o Bolinhas, era o Sortudo! Sortudo por ter comida mas acima de tudo  por ter uma família que o amava.

Por isso eu vos digo, pensem bem antes de ter um animal de estimação. E pensem que há muitos animais na rua a precisarem de ajuda!

Mariana Pereira    5.º A

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


A maior flor do mundo

 

Num lindo dia de verão, um menino loiro e de olhos castanhos encontrou um escaravelho pequeno e cansado. Porém, quando o menino chegou a casa, o escaravelho fugiu para uma zona de obras onde habitava o pó e a barafunda.

O menino, como queria apanhá-lo, foi atrás dele; teve de saltar o enorme muro que separava a zona de obras de sua casa.

Saltou o muro, atravessou a zona de obras que a conduzia a uma floresta cheia de árvores que se enchiam de flores. Mais à frente, teve de atravessar um pequeno riacho com água cristalina, por cima de um áspero tronco de árvore. Entretanto, perdeu de vista o escaravelho e continuou o seu caminho!

Subitamente deu de caras com uma flor murcha e sem vida, na grande montanha vizinha. Atravessou ambas as montanhas e viu o estado de choque da flor.

Então, com pena dela, foi buscar água ao riacho encontrado anteriormente, para regar a flor e devolveu-lhe a vida.

A flor foi crescendo, crescendo e crescendo até que quase chegava ao sol que já estava a desaparecer. Como já era tarde, o rapazinho deitou-se em frente à flor.

A flor, cuidadosamente, deixou cair uma pétala que o cobriu confortavelmente.

Os pais, já cansados de procurar o menino, lá o encontraram à frente da grande flor.

Pegaram nele e levaram-no para casa.

Os pais sentiam-se orgulhosos, pois tinha sido o filho que salvara a vida daquela flor.

Na cidade, a multidão olhava com espanto para a flor que sobressaía entre todo o alvoroço da cidade!

 

5ºD

Tiago Paiva - nº 20

Rui Pedro – nº 18

Beatriz Rodrigues – nº 21

 

sábado, 20 de outubro de 2012

«O dom de escrever está em relatar momentos que a vida nos faz sonhar. Palavras não têm significado se os sentimentos não forem justificados»     Welson Santos



Um novo ano escolar começou e neste blogue os trabalhos dos nossos talentosos alunos vamos continuar a publicar.

Bom ano e que o gosto pela escrita continue a correr nas vossas veias e a deslizar na ponta das vossas canetas!
Vamos a isso!!!

domingo, 20 de maio de 2012


Animais

 

Num campo de flores

Duas borboletas voavam

A seguir chegaram dois pássaros

Quase que as atropelavam.



Logo ao lado, numa horta

Uma galinha cantava

Agravou-se uma sinfonia

 Entre a galinha e a cabra.



Na piscina

Os patos nadavam

Enquanto os perus bebiam

Que até se embebedavam.



Os peixes no rio

Faziam provas de natação

E os cães ladravam

ÃO, ÃO, ÃO.



E nos charcos de água

Três elefantes bebiam

De repente viram três ratos

Aquilo é que eles fugiam.



Nas árvores os macacos

Saltavam de um ramo para outro

Cruzaram-se com uma cobra

Isso é que foi um belo encontro.



E o gafanhoto no chão

Saltava de flor em flor

Cruzou-se com uma abelha

Ficou com pavor

De repente apareceu um camaleão

Com uma língua enorme

Era capaz de comer o gafanhoto

Pois estava cheio de fome.



Mas tantos animais que existem

Espertos, rápidos ou lentos

Cada um tem as suas caraterísticas

E os seus pensamentos.





Diogo Henriques - 6.º E

 A Flor


A flor sorri,

A flor fala,

E também tem,

Uma bonita mala.


Neste momento, estou a pensar,

Que se soubesse o que sei

 Estaria a plantar

Uma flor que pisei.


As flores são várias coisas

Bonitas, engraçadas,

Mas acho que também são

Um bocado armadas.


As flores falam

Mas estão bem caladas

Estão sempre com medo

de serem apanhadas.


Se me deres um a flor

Dou-te um pequeno

Presente

Se não me deres

A flor

Vou ficar descontente.


Mip, mip

É o que as flores fazem

para evitar

que as abelhas as esmaguem


O pólen das flores

é azedo, doce ou amargo.

Pior era se algum

Soubesse a espargo!



A flor fala,

A flor voa,

Até dá passeios

Na Praça de Goa.


A flor caiu

A Carolina apanhou

O Carlos ajudou

E a amizade começou.


A flor voou…

A flor saltou…

E assim …

O poema acabou.



 

Maria do Carmo Amaral      6.ºE